Gerente de empresa em Bragança acusado por vender 240 alheiras contaminadas com botulismo
Quatro pessoas foram hospitalizadas por se sentirem mal após consumirem o produto.
O Ministério Público (MP) acusou o gerente de uma sociedade comercial de Bragança e a própria empresa por quatro crimes de corrupção de substâncias alimentares, agravados pelo resultado. Segundo a acusação, o agora acusado, a quem cabia dirigir e determinar os termos de todo o processo de produção de fumeiro, desrespeitou várias normas higienossanitárias, o que resultou em 240 alheiras contaminadas com botulismo.
Foram depois vendidas na Feira Agrival, em Penafiel, e num restaurante em Bragança. Quatro pessoas foram hospitalizadas por se sentirem mal após consumirem o produto. Entre os vários erros praticados, o MP diz que o arguido não tinha licenciado para o efeito o local onde procedia ao armazenamento dos produtos. Transportava a carne para produção sem refrigeração, não realizava quaisquer análises para detetar a presença do vírus, quer aos produtos recebidos de terceiros, quer aos que produzia.
Não só as alheiras foram contaminadas por "micro-organismos da bactéria clostridium botulinum", como essa contaminação foi potenciada pela falta de procedimentos de conservação.
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