Juiz Ivo Rosa deixa cair crimes de corrupção e branqueamento de capitais no caso Máfia do Sangue

Magistrado considera ainda que vários crimes já se encontram prescritos.

03 de março de 2023 às 12:19
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O juiz Ivo Rosa deixou cair esta sexta-feira as acusações de crimes de corrupção e branqueamento de capitais no caso Máfia do Sangue.

O antigo administrador da Octapharma, Paulo Lalanda e Castro, esteve em tribunal para saber se ia ou não a julgamento.

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Apesar da funcionária judicial ter feito greve, Ivo Rosa leu a decisão. "Não é forma de restringir o direito à greve, mas eu vim cá de propósito, vim dos Países Baixos, e não tenho oportunidade de cá voltar. Não vamos ter uma ata da leitura", informou o juiz de instrução.

Ivo Rosa está em Haia a julgar um caso no Tribunal Penal Internacional, mas veio hoje a Lisboa para comunicar a decisão aos arguidos. Este é o último ato como juiz de instrução. Subiu à Relação, embora a vaga esteja suspensa devido aos processos disciplinares de que foi alvo.

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Juiz Ivo Rosa pronúncia Paulo Lalanda e Castro apenas por recebimento indevido de vantagem e falsificação de documentos, crimes punidos com pena até 5 anos.

Dos sete arguidos, apenas três foram pronunciados. Lalanda e Castro, Luís Cunha Ribeiro, ex presidente do INEM, e a médica Manuela Carvalho.

O magistrado considera ainda que vários crimes já se encontram prescritos.

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Os arguidos, entre eles Lalanda e Castro, tinha pedido a suspensão do processo em troca do pagamento de meio milhão de euros. Na altura, o Ministério Público admitia aceitar o pedido, mas hoje, após a decisão do juiz Ivo Rosa, que deixou cair a maioria do crimes, pediu mais tempo para tomar uma decisão.

Na prática, o juiz vai decidir se os arguidos pronunciados escapam ao julgamento mediante o pagamento.  

Terminada a sessão, o Ministério Público pediu prazo de 10 dias para se pronunciar sobre pedido de suspensão provisória do processo.

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