Mãe de rapaz de 14 anos aliciado por padre em Viseu diz que episódio foi traumático
Crime remonta a março de 2021.
Já arrancou o julgamento do padre Luís Miguel Costa no Tribunal de Viseu. O antigo sacerdote de São João de Lourosa é suspeito de querer relacionar-se sexualmente com um menor de 14 anos, em março de 2021.
O menor não está presente no Tribunal e não irá prestar declarações porque já o fez, há cerca de dois anos, para memória futura.
Luís Miguel Costa não prestou declarações ao coletivo de juízes. É uma mudança de estratégia por parte da defesa.
Na manhã desta segunda-feira, foi ouvida a mãe do menino que contou que o episódio foi "traumático" e que afetou, de várias maneiras, o filho.
Por agora está a ser ouvido o pai do rapaz que estava no almoço-convívio em que o padre passou a mão na mão do rapaz e o tentou beijar à força. O padre está acusado de um crime de aliciamento de menores para fins sexuais e coação sexual agravada na forma tentada.
O julgamento decorre à porta fechada.
O padre está acusado da prática "dos crimes de coação sexual, na forma tentada, e do crime de aliciamento de menores para fins sexuais".
Segundo a acusação do Ministério Público (MP), em 27 de março de 2021, "o arguido, quando se encontrava sentado ao lado de um menor", que na altura tinha 14 anos, "tocou com a sua mão na mão da vítima e, pouco depois, deu-lhe conta do seu propósito de se relacionar sexualmente" com ele.
"De seguida, convidou o menor para se encontrar com ele no WC, local onde, puxando-o para junto de si, aproximou os seus lábios aos dele, procurando repetidamente beijá-lo na boca, o que este evitou", acrescentou.
O MP referiu ainda que, "pouco depois", o padre mandou "diversos SMS [serviço de mensagens curtas] para o telemóvel do menor, aliciando-o para um encontro a fim de se relacionar sexualmente com ele".
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