PSP quer mulheres pela primeira vez na sua elite

Apelo a agentes, chefes e subcomissários que terão de enfrentar provas exigentes para entrar no curso.

06 de janeiro de 2025 às 01:30
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O apelo a concorrer é interno, mas até já foram usadas as redes sociais da Unidade Especial de Polícia. A PSP quer que, pela primeira vez, mulheres cheguem às suas duas unidades de elite em que isso nunca aconteceu: o Grupo de Operações Especiais (GOE) e o Corpo de Intervenção (CI). As candidaturas estão abertas até dia 16 e pode concorrer agentes, chefes e subcomissários.

Mas concorrer é uma coisa, entrar será outra. E por alguma razão nenhuma mulher ainda conseguiu as boinas verdes do GOE ou azuis do CI. O GOE só aceita para o Curso de Operações Especiais quem tenha no máximo 30 anos, não precise de óculos ou lentes de contacto, tenha uma saúde de ferro, carta de condução, sem fobias, certificados no plano de tiro da PSP e seja capaz de passar as provas físicas que incluem saltos em comprimento sem corrida, flexões de braços na trave, abdominais, extensões de braços no solo, corrida de 1000 e de 100 metros e natação de 50 metros.

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Já para o Curso de Ordem Pública do CI, o limite são os 40 anos, ter boa saúde (mas pode usar óculos), carta de ligeiros, não ter fobias e ser certificado no plano de tiro da PSP. Já as provas físicas são na essência as mesmas, mas as mulheres podem optar pelas flexões na trave ou no solo, admitem-se tentativas no salto e não há 100 metros nem natação.

Tanto para GOE e CI, depois de aceites nos cursos, “há que os realizar, e essa é a fase mais difícil”, descreve uma fonte da polícia. A Unidade Especial de Polícia já conta com mulheres nas outras subunidades: a segurança pessoal; cinotecnia; e explosivos.

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