320 festivaleiros do Andanças ficam sem carro nem dinheiro

Causa provável do incêndio aponta para cigarro, ilibando as seguradoras.

18 de agosto de 2016 às 01:45
Foto: D.R.
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Foto: Micael Silva
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Andanças, Festival, Castelo de Vide Foto: D.R.
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Mais de 300 carros que arderam no festival Andanças, em Castelo de Vide, não vão ter o seguro a reembolsar os proprietários. É que o relatório preliminar da Polícia Judiciária aponta para um cigarro mal apagado como a causa do incêndio. A confirmar-se, este cenário iliba as seguradoras e deixa o prejuízo nas mãos dos festivaleiros.

"Qualquer seguradora só assume a culpa e indemniza os proprietários se ficar provado qual o carro que provocou o incêndio. A confirmar-se uma beata, sem se provar quem é o culpado, as seguradoras já não têm de assumir responsabilidades", explica ao Correio da Manhã um especialista em seguros .

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Dos 422 veículos que arderam durante o festival Andanças, cerca de uma centena tem cobertura de incêndios, tendo já as seguradoras assumido perto de um milhão de euros para pagar a apólice a estes automobilistas. Os restantes 320 proprietários terão de assumir os prejuízos do próprio bolso. "Há um seguro da organização. Desconheço a cláusula mas duvido que cubra esta situação", explica fonte das seguradoras.

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Os proprietários, garante a mesma fonte, podem optar por pedir indemnizações em tribunal, mas o processo será, naturalmente, demorado.

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