Absolvição de Fernando Valente: Advogado da família de Mónica Silva aponta o dedo à investigação da PJ
Valente fica definitivamente livre e não haverá recurso para o Supremo Tribunal de Justiça.
Numa primeira reação da família de Mónica Silva à absolvição de Fernando Valente, o advogado António Falé de Carvalho aponta o dedo à investigação da PJ no caso do desaparecimento da grávida da Murtosa. A defesa dos assistentes manifesta-se insatisfeita com a decisão do tribunal.
“O que o tribunal concluiu foi simples: os indícios existentes não foram confirmados por prova suficiente. A investigação podia justificar perguntas, mas não permitia uma condenação. E, quando a prova falha, a absolvição é a única resposta juridicamente aceitável”, diz o advogado ao CM.
“Este caso demonstra os riscos de uma investigação construída sobre indícios frágeis e de uma acusação avançada sem a necessária consolidação probatória. Em julgamento, essa fragilidade tornou-se evidente. A investigação cometeu erros e a acusação foi precoce. Haviam vários pontos a explorar que não foram explorados”, conclui António Falé de Carvalho.
“A absolvição confirma que a investigação não logrou converter os indícios iniciais em prova suficiente, consistente e segura. O processo revelou uma distância significativa entre a suspeita investigada e os factos efetivamente demonstrados em julgamento. Essa insuficiência probatória impunha, como consequência necessária, a absolvição”, considera o advogado.
Fernando Valente foi absolvido esta quinta-feira pela segunda vez. Mónica Silva está desaparecida desde 2023.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt