Advogado do GNR atacado por Pedro Dias quer penas mais pesadas para casos semelhantes

Pedro Proença pede "regime excecional que permita uma moldura penal mais gravosa", que os 25 anos.

08 de março de 2018 às 19:15
O advogado Pedro Proença no final do julgamento de Pedro Dias Foto: Miguel Pereira da Silva
GNR baleado quer enfrentar Pedro Dias Foto: CMTV
Carlos Caetano, GNR, terá sido a primeira vítima de Pedro Dias, com um tiro Foto: Direitos Reservados
Monsanto, Lisboa, Pedro Dias, Aguiar da Beira, GNR, Carlos Caetano, prisão, homicídio Foto: CMTV
Pedro Dias, Julgamento Foto: Lusa
Mónica Quintela, advogada de Pedro Dias Foto: Nuno André Ferreira

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O advogado que representa o militar da GNR que Pedro Dias tentou matar defendeu esta quinta-feira a criação de um regime excecional com molduras penais mais graves para situações como a dos crimes de Aguiar da Beira.

"25 anos acaba por ser o mínimo que este arguido, em função dos factos que praticou, mereceu", afirmou Pedro Proença, o advogado que representa o militar da GNR António Ferreira, que ficou ferido, e os familiares do militar Carlos Caetano, uma das três vítimas mortais do caso de Aguiar da Beira, em 11 de outubro de 2016.

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Pedro Dias foi condenado esta quinta-feira pelo Tribunal da Guarda à pena máxima de 25 anos de prisão, por vários crimes cometidos em Aguiar da Beira, em 11 de outubro de 2016, entre os quais três homicídios consumados.

Para o advogado, "é altura de determinados crimes, pela sua violência, pela sua gravidade", serem enquadrados num "regime excecional que permita uma moldura penal mais gravosa para estas situações".

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"Quando há mortos, quando há vítimas desta natureza, é difícil dizer que se está satisfeito, sobretudo num contexto em que as nossas molduras penais para estes crimes têm que ser revistas", vincou.

Apesar disso, acaba por haver uma "sensação de dever cumprido", admitiu, salientando a decisão do Tribunal da Guarda que confirma "a coerência, a credibilidade, a honestidade e a sinceridade das declarações" do militar António Ferreira, que chocavam com a versão dos factos do arguido.

"O tribunal salientou a credibilidade e o peso desse depoimento. O meu cliente também se sente algo confortado de, afinal, ele não ser aquela pessoa que Pedro Dias aqui traçou", vincou Pedro Proença.

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"Foi feita justiça. Pena não ter sido mais", disse, enquanto falava aos jornalistas no final da leitura de sentença.

Pedro Dias foi condenado pelos homicídios consumados do militar da GNR Carlos Caetano e de Liliane e Luís Pinto, um casal que viajava na Estrada Nacional (EN) 229 naquela noite. A tentativa de homicídio do militar António Ferreira foi também considerada provada, assim como vários outros crimes.

Pedro Dias assistiu à leitura do acórdão por videoconferência desde a prisão de Monsanto.

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