Reclusos avançam com greve ao trabalho nas cadeias

Protestos vão acontecer caso a greve dos guardas prisionais se prolongue para além do dia 6 de janeiro.

31 de dezembro de 2018 às 15:35
Fraude fiscal penalizada com prisão e pagamentos milionários ao Estado Foto: Getty Images
Ministra da Justiça diz que alteração vai permitir premiar os magistrados Foto: Lusa
Guardas prisionais, greve, vigília, estatuto profissional Foto: Convocado o terceiro período de greve desde o início do ano

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A APAR - Associação de Apoio ao Recluso, anunciou esta segunda-feira que os reclusos das cadeias porrtuguesas vão avançar com uma greve ao trabalho nos estabelecimentos prisionais, caso a greve dos guardas prisionais se prolongue para além do dia seis de janeiro.

Através de um e-mail enviado à Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, a APAR avançou que tal medida se deve ao facto do corpo de guardas prisionais no ano de 2018 terem provocado "gravíssimos problemas no dia-a-dia dos reclusos e suas famílias", pode ler-se no comunicado publicado no Facebook da Associação, onde foi deixado um apelo à Ministra da Justiça:"No sentido de procurar servir o Estado de Direito, e os mais basilares direitos dos reclusos, solicitamos a Vª Exª o seguinte:1– Em primeiro lugar que se tente, por todos os meios, chegar a um entendimento que permita o regresso à paz nas cadeias;2- Nos informe se, no caso da greve dos guardas prisionais continuar para além de 6 de Janeiro, V. Exa., perante a pausa dos reclusos ao trabalho - como meio de manifestação da sua discordância e revolta pelo incumprimentos dos seus direitos – poderá garantir, a estes, que poderão contar com a determinação do Ministério, que superiormente dirige, no sentido de se confirmar que nenhum recluso será vítima de qualquer castigo, pressão, hostilidade ou ato que ofenda a sua honra, dignidade e integridade física e moral".

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