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Greve tira apoio religioso a presos

Acordo relativo à paralisação dos guardas não prevê entrada de sacerdotes.

23 de dezembro de 2018 às 09:57

Os reclusos das 49 cadeias nacionais não terão direito a assistência religiosa no Natal e Ano Novo. Os serviços mínimos previstos durante o período de greve dos guardas prisionais, que irá atravessar esta época festiva, não contemplam a presença de sacerdotes de nenhum culto nas prisões.

Esta proibição foi introduzida, segundo disse a Direção-Geral dos Serviços Prisionais ao CM, no novo estatuto do Corpo da Guarda Prisional aprovado em 2014. Só a partir do dia 6 de janeiro, após o fim do último período de greve já decretado, é que os sacerdotes de qualquer religião poderão voltar às prisões. Porém, tendo em conta a época de Natal e de Ano Novo, excecionalmente, serão permitidas as visitas dos bispos a algumas prisões, se essa visita for previamente agendada com os serviços prisionais.

Esta questão, no entanto, não é a única a causar polémica devido à greve dos guardas. Na sexta-feira, os reclusos da cadeia do Montijo mostraram a sua revolta à hora de almoço, exigindo ter a possibilidade de comprar produtos alimentares dentro das prisões, na véspera de Natal. De acordo com os serviços mínimos definidos devido à greve em curso, os reclusos só podem adquirir produtos a 26 de dezembro.

Fonte dos Serviços Prisionais confirmou ao CM que após um período de negociações entre os reclusos e a direção da cadeia do Montijo esta última acedeu às pretensões. O Sindicato Nacional da Guarda Prisional considera esta "uma violação do acordo de serviços mínimos previstos para a greve".

PORMENORES

Protesto em Lisboa

Familiares de reclusos da cadeia de Lisboa protestaram este sábado, exigindo visitas no Natal.

Visitas ao fim de semana

Serviços mínimos durante a greve só permitem visitas aos fins de semana.

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