Bolsa escolar para filhos do guarda-freio que morreu no elevador da Glória é aprovada quinta-feira
Câmara Municipal de Lisboa veio reconhecer esta quarta-feira que bolsa ainda não tinha sido paga.
A Carris informou esta quarta-feira que a atribuição de bolsas de estudo aos filhos do guarda-freio André Marques, que morreu no acidente do elevador da Glória, em Lisboa, será aprovada na quinta-feira em reunião do conselho de administração da empresa.
"Nunca esteve em causa o cumprimento, por parte da Carris, da decisão tomada pela Câmara Municipal de Lisboa, relativa à atribuição de bolsas de estudo aos filhos do guarda-freio André Marques", indicou a empresa municipal de transporte público, num comunicado enviado à agência Lusa.
A bolsa escolar destinada aos filhos do guarda-freio André Marques, que morreu no acidente do elevador da Glória, em Lisboa, ocorrido há meio ano, ainda não foi paga, reconheceu esta quarta-feira a Câmara Municipal de Lisboa, presidida por Carlos Moedas (PSD), em resposta a questões da vereação do PS, no âmbito de uma reunião privada do executivo camarário.
Esclarecendo a situação, a empresa municipal explicou que "o regulamento que permite formalizar a atribuição das referidas bolsas de estudo, com caráter retroativo, está agendado para aprovação na próxima reunião de conselho de administração da Carris", que irá realizar-se na quinta-feira, acrescentando que esse facto já foi transmitido ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
"Reiteramos que continua a existir um acompanhamento regular e próximo da Carris à família do André Marques", realçou.
Fonte do PS na Câmara Municipal de Lisboa disse à agência Lusa que a governação PSD/CDS-PP/IL reconheceu que, seis meses depois do acidente ocorrido no Elevador da Glória, ainda não foi paga a bolsa escolar destinada aos filhos do guarda-freio André Marques, nem lhes foi assegurado o apoio psicológico devido.
A questão foi levantada pela vereadora do PS Alexandra Leitão, durante o debate sobre o ponto de situação das medidas de apoio às vítimas e respetivas famílias. Na ocasião, os vereadores do PS apresentaram um voto de homenagem às vítimas do acidente, assinalando os seis meses decorridos.
O elevador da Glória, muito procurado por turistas no centro de Lisboa, descarrilou no dia 03 de setembro, com uma das duas cabinas a embater violentamente contra um edifício, provocando 16 mortes e mais de 20 feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades.
De acordo com a mesma fonte, a vereadora socialista insistiu na necessidade de respostas concretas relativamente ao acompanhamento das vítimas e das suas famílias, bem como no cumprimento dos apoios anunciados após o acidente.
Alexandra Leitão questionou ainda o executivo sobre o estado do processo, incluindo o pagamento de indemnizações, os apoios sociais previstos e a divulgação de informação clara sobre as condições em que poderá ocorrer a reabertura do elevador, defendendo que o município deve garantir transparência e esclarecimento público.
Numa resposta, a que a Lusa teve acesso, enviada hoje pelo gabinete do vice-presidente da Câmara, Gonçalo Reis, a um requerimento do PCP apresentado no mês passado, onde se questiona o que foi e está a ser feito para responder às necessidades dos feridos, das suas famílias e das famílias das vítimas mortais, a autarquia realça que "tem acompanhado permanentemente a Carris e a seguradora Fidelidade nas prestações de apoio".
"Segundo a Carris, no caso do guarda-freio André Marques, foi assegurado o pagamento das cerimónias fúnebres e encontra-se em curso o processo para atribuição de bolsa escolar aos filhos, bem como apoio psicológico presencial regular à família", aponta o executivo.
Quanto aos restantes feridos e/ou respetivas famílias, o executivo adianta que "têm recebido acompanhamento contínuo, com cobertura de despesas, apoio logístico e marcação de reuniões presenciais com o atual Conselho de Administração da Carris".
Meio ano depois do descarrilamento, os processos de apoio às vítimas e seus familiares continuam em desenvolvimento por parte da seguradora da Carris, a Fidelidade, que indicou que já foram celebrados acordos indemnizatórios.
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