Cadeia para oito mulheres que branquearam 30 milhões de euros

Juiz colocou em preventiva mais dois arguidos da operação 'Almocreve', da PJ do Porto, num total de dez. Núcleo duro é angolano.

14 de março de 2026 às 13:37
Investigação da operação 'Almocreve' foi da PJ do Porto Foto: Ricardo Jr
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Oito mulheres, todas angolanas, que segundo o Ministério Público (DIAP do Porto) constituíam o núcleo duro da rede internacional de branqueamento de capitais que a Polícia Judiciária (PJ) do Porto desmantelou, a meio desta semana, na operação 'Almocreve', ficaram em prisão preventiva. Após os interrogatórios judiciais, decorridos no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, outros dois arguidos também foram para a cadeia, enquanto os outros cinco ficaram com medidas de coação não privativas da liberdade.


A investigação da PJ permitiu apurar que a rede, de cariz internacional, agora desmantelada, branqueou cerca de 30 milhões de euros. Com um núcleo duro angolano, e brasileiro, o grupo causou danos avaliados, provisoriamente, em 2,5 milhões de euros aos lesados já identificados pela investigação. A maioria das vítimas são empresas espalhadas pela Europa, com a investigação a fazer mais três detenções (em Espanha e França).

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O grupo usava bancos, em vários pontos do mundo, para movimentar muito dinheiro. Cobravam, por vezes, metade do valor a branquear, pagando a 'money mules' (mulas de dinheiro), para, sucessivamente, abrirem contas bancárias com os dados pessoais, por onde os capitais passavam. A investigação prossegue, tendo já sido apreendido diverso material que será agora alvo de perícias financeiras.

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