Câmara da Póvoa de Varzim confirma buscas da Polícia Judiciária
Foi realizada uma operação policial no âmbito da criminalidade económico-financeira.
A Câmara da Póvoa de Varzim, no distrito do Porto, confirmou esta terça-feira ter sido alvo de buscas da Polícia Judiciária (PJ), mas não foi informada sobre o objeto das investigações, disse à Lusa fonte da autarquia.
"Estiveram cá de manhã, mas não fomos informados do objeto das investigações", disse a fonte.
A mesma fonte acrescentou que "tudo decorreu com normalidade" e que os inspetores da PJ "pediram para falar com um funcionário em específico, recolheram informação, pediram aceso a uma documentação e a uns contratos específicos, e foram embora".
A empresa Castros Iluminações Festivas, em Vila Nova de Gaia, foi esta terça-feira alvo de buscas no âmbito da operação "Lúmen" da Polícia Judiciária, que deteve quatro pessoas, incluindo um funcionário público da Câmara de Lisboa, indicou fonte judicial.
Segundo a mesma fonte, decorreram buscas em 10 municípios: Lisboa, Tavira, Lamego, Maia, Figueira da Foz, Viseu, Trofa, Póvoa de Varzim, Ovar e Santa Maria da Feira.
Os detidos são suspeitos dos crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o fornecimento e a instalação de iluminações festivas.
Em comunicado, a PJ referiu que foi realizada, através da Diretoria do Norte, uma operação policial no âmbito da criminalidade económico-financeira, tendo sido detidos "um administrador e um funcionário de uma empresa privada, uma presidente de associação privada e um funcionário público".
Contactada pela Lusa, a empresa de iluminações escusou-se a prestar declarações.
Na operação "Lúmen", foram efetuadas 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias, em várias zonas do país, em entidades e empresas públicas e privadas.
De acordo com a PJ, a investigação teve origem numa denúncia ligada com a "pretensa viciação de procedimentos de contratação pública relacionados com o fornecimento e instalação de iluminações festivas, utilizadas nas épocas de Natal e na celebração de diversas festividades".
As diligências realizadas pela autoridade revelaram a existência de "um esquema criminoso, de caráter organizado e sistémico, tendente à viciação de procedimentos de contratação pública".
Na operação participaram um magistrado judicial, um magistrado do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional do Porto, 120 investigadores criminais e ainda peritos informáticos, peritos financeiros e seguranças de diversas unidades da PJ.
Os detidos vão ser presentes ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.
O inquérito é titulado pelo DIAP Regional do Porto.
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