Câmara de Portimão quer recuperar fortaleza ao abandono
Autarquia pretende ficar com a gestão da Fortaleza de Santa Catarina.
A Fortaleza de Santa Catarina, que atualmente está na dependência da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), deverá ser transferida para a gestão da Câmara de Portimão, apurou o CM. O monumento é o principal ex-líbris da praia da Rocha, mas encontra-se há muitos anos em estado de degradação.
Isilda Gomes, presidente da autarquia, confirmou ao CM que vai reunir-se com a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, de forma a "elencar o que passa para a câmara", no âmbito da transferência de competências no domínio das áreas portuário-marítimas e áreas urbanas de desenvolvimento turístico e económico não afetas à atividade portuária - o decreto-lei foi publicado no final do mês passado. E adianta que a autarquia pretende incluir a Fortaleza de Santa Catarina.
O objetivo da autarquia é acabar com o estado de degradação do monumento, através da realização de obras de "recuperação", sendo possível que alguns espaços possam vir a ser concessionados a privados.
Ao que apurou o CM, a APS já elaborou um levantamento sobre as intervenções necessárias para garantir a segurança da fortaleza. O espaço, que fica sobre o areal da praia da Rocha, é visitado por milhares de pessoas por ano.
A APS já tinha candidatado a fortaleza ao Revive, um programa criado pelo Governo com a finalidade de abrir ao investimento privado, para fins turísticos, património público que se encontra atualmente sem utilização. Mas o processo nunca passou do papel.
A fortaleza está classificada como Imóvel de Interesse Público. O monumento data do século XVII (embora tenha sido sujeito a alterações) e é uma das últimas construções militares filipinas da região algarvia.
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