Chefe da PSP aposentada compulsivamente quase 20 anos depois de ter desfalcado farmácia em milhares de euros
Crime foi desvendado depois de ter sido feita uma auditoria da Inspeção-Geral da Administração Interna em 2008 a essa instituição.
Foram precisos quase 20 anos para uma chefe da PSP ser aposentada compulsivamente depois de, entre 2003 e 2007, ter desfalcado em 24 mil euros a farmácia que geria da associação mutualista Montepio da PSP de Lisboa. O crime foi desvendado depois de ter sido feita uma auditoria da Inspeção-Geral da Administração Interna em 2008 a essa instituição.
Segundo o Jornal de Notícias, apesar da PSP ter sido absolvida do inquérito-crime por não se ter provado "que se tivesse apropriado da quantia referenciada", o ministro da Administração Interna que, em 2011 exercia funções, aplicou-lhe a pena de aposentação compulsiva. A mesma fonte avança que a chefe da PSP recorreu da posição do MAI e que, por consequência, o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, assim como, o Tribunal Central Administrativo Sul anularam a sanção disciplinar. Estas instituições consideraram que não foi suficientemente demonstrada a inviabilidade da manutenção do vínculo à PSP, cita o Jornal de Notícias. O ministério recorreu desta decisão e o Supremo Tribunal Administrativo veio a dar-lhe razão, em março do presente ano, por entender que tinha sido demonstrada uma quebra irreversível da confiança institucional.
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