Chefe que deu origem a greve na cadeia de Tires tem processo disciplinar
Miguel Casimiro foi transferido para o estabelecimento prisional da Carregueira em Sintra.
O chefe da guarda prisional, Miguel Casimiro, cuja saída da prisão feminina de Tires está na origem de uma greve local, esta quinta-feira decretada pelo Sindicato Nacional da Guarda Prisional (SNGP), foi transferido para o estabelecimento prisional da Carregueira, Sintra, devido a um processo disciplinar.
Sem explicar a razão da averiguação disciplinar, fonte judicial disse ao CM que “os factos detetados são graves”. “Há suspeitas e indícios suficientes para ter sido aberto um processo disciplinar e regresso ao lugar de base, na Carregueira. Essa medida nada teve a ver com o chefe ter apontado supostas falhas de segurança em Tires”, referiu.
O SNGP marcou entretanto, para o período entre 22 de abril e 31 de maio, uma greve local em Tires para protestar contra a saída do chefe Miguel Casimiro. O elemento da guarda prisional abandonou a prisão feminina no final da semana passada, por decisão dos Serviços Prisionais, após apenas um mês de serviço na mesma. Segundo o SNGP, isso aconteceu por despacho do diretor-geral, Orlando Carvalho, após Miguel Casimiro ter feito um relatório exaustivo, apontando todas as falhas de segurança do Estabelecimento Prisional.
Contactado pelo CM, Frederico Morais disse “achar vergonhoso o Ministério da Justiça estar a entrar por um jogo, que é muito perigoso. Porque se existe processo disciplinar, é lamentável ninguém saber de nada. Achamos que o mesmo serve apenas para arranjar desculpas para justificar uma péssima decisão de tirar um chefe que apelou à segurança.” “Estamos a beneficiar uma jurista, diretora de cadeia. Se fosse por concurso, duvido que esta senhora tivesse qualidade para ser diretora de cadeia. Está demonstrado, mais uma vez, a prepotência e abuso de poder sobre a guarda prisional”, concluiu.
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