Condenado a 18 anos de cadeia por matar freira

A 1.ª Vara Mista do tribunal de Gaia aplicou esta sexta-feira uma pena de 18 anos de prisão, em cúmulo jurídico, ao homem que em 2008 matou uma antiga freira, atirando o cadáver para um poço.

13 de janeiro de 2012 às 11:23
morte, homicídio, julgamento, tribunal, gaia Foto: José Rebelo
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Esta é a segunda vez que o tribunal de Gaia julga o caso. Em 2010, o arguido Augusto Evaristo foi condenado, apenas pelo crime de profanação do cadáver de Conceição Pessoa, a oito meses de prisão, num veredicto que a Relação do Porto anulou por considerar que as escutas do processo tinham sido indevidamente ignoradas.

Desta feita foi igualmente condenado por roubo qualificado na forma tentada e homicídio qualificado, tendo também de pagar 70 mil euros de indemnização à irmã da vítima. Foi apenas absolvido da alegada prática de um crime de dano qualificado.

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Ao ler o novo acórdão do processo, o coletivo da 1.ª Vara Mista da comarca de Gaia classificou as condutas do arguido como "intoleráveis".

A ex-freira e professora reformada Conceição Pessoa morreu aos 66 anos, por asfixia, em 06 de novembro de 2008 e o seu corpo foi encontrado em 18 de dezembro seguinte, num poço de Olival, Gaia.

O local foi indicado pelo próprio arguido à Polícia Judiciária, que entretanto já o indicava pela prática dos crimes e pusera o seu telefone sob escuta.

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Antes de a matar, o homem, que tinha 40 anos à data dos factos, roubou-lhe cheques, cadernetas e um cartão bancário, obrigando-a a revelar o respetivo código.

No entanto, o número fornecido estava errado, pelo que nunca conseguiu levantar dinheiro, gorando-se igualmente uma tentativa de apurar, junto do banco, se poderia descontar da conta da vítima um cheque de 4000 euros.

A ex-freira tinha depósitos no valor de 186 500 euros. A acusação do processo relaciona o homicídio com a alegada recusa da vítima em vender ao arguido uma habitação em determinadas condições, mas o tribunal entende que a motivação se prendeu com o propósito de se apoderar o seu dinheiro.

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Ainda segundo o Ministério Público, o homicida levou o carro da ex-freira para junto da barragem de Crestuma/Lever, e incendiou-o, na tentativa de dissimular o homicídio, mas esta acusação não foi dada como provada. Até trânsito em julgado da condenação, o arguido - que vive há 18 meses em Ourense, Espanha - terá de se apresentar semanalmente num consulado e fica obrigado a entregar o seu passaporte no prazo máximo de dez dias.

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