Defesa pede afastamento de juíza e procuradora de processo de homicídio junto ao Bar Académico de Braga

Homicídio ocorreu na madrugada de 12 de abril de 2025, junto ao Bar Académico de Braga.

11 de maio de 2026 às 17:03
Homicídio à porta do Bar Académico, em Braga Foto: Manuel Jorge Bento
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A defesa do arguido acusado do homicídio de um jovem em 2025 junto ao Bar Académico, em Braga, pediu o afastamento do processo de uma das juízas-adjuntas do coletivo e da procuradora do Ministério Público, foi esta segunda-feira revelado.

No início de mais uma sessão do julgamento, a juíza presidente informou que a defesa do arguido deu entrada no tribunal, às 03h00 da manhã desta segunda-feira, de um requerimento, pedindo o adiamento da audiência, com base naqueles incidentes de recusa.

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Os pedidos de afastamento têm a ver com a alegada falta de condições de imparcialidade da juíza e da procuradora, por causa da sua participação num outro julgamento em que a defesa é assegurada pelo mesmo advogado.

O Ministério Público e os advogados da família da vítima opuseram-se à suspensão do julgamento e aludiram a mera "manobra dilatória".

O coletivo de juízes acabou por determinar o prosseguimento do julgamento, considerando que os fundamentos invocados pela defesa "extravasam o âmbito do presente processo" e que os presentes autos se revestem de urgência, por o arguido estar preso preventivamente há mais de um ano.

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Perante esta decisão, a defesa requereu que todos os atos processuais praticados a partir desta segunda-feira sejam declarados nulos ou anuláveis, até decisão do Tribunal da Relação de Guimarães sobre os incidentes de recusa.

Anteriormente, a defesa já tinha apresentado outro pedido, também por alegada falta de imparcialidade do coletivo que está a conduzir o julgamento, o que motivou a suspensão dos trabalhos até a Relação dar luz verde à continuidade das três juízas.

O homicídio ocorreu na madrugada de 12 de abril de 2025, junto ao Bar Académico de Braga.

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Segundo a acusação do MP, os factos começaram às 01h18, num dos espaços interiores do Bar Académico da Universidade do Minho, quando a vítima confrontou um dos elementos que integravam o grupo do arguido, por ter tido a perceção de que um deles teria adulterado a bebida de uma jovem cliente do estabelecimento.

Posteriormente, já na via pública, em frente ao bar, "iniciou-se uma contenda, com confrontos físicos".

"Nesse contexto, o arguido, na posse de uma faca, e empunhando e brandindo a mesma, avançou de encontro ao ofendido, que estava desarmado e, uma vez junto deste, desferiu-lhe três golpes, atingindo-o mortalmente", acrescenta a acusação.

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O MP requereu a aplicação ao arguido, de nacionalidade brasileira, da pena acessória de expulsão de Portugal.

Esta segunda-feira, o tribunal ouviu mais duas testemunhas, faltando ainda ouvir mais uma, que estará no Brasil e com quem não foi possível estabelecer contacto.

O julgamento prossegue a 20 de maio, dia em que terão também lugar as alegações finais.

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