Detido 11.º envolvido na 'Operação Cinderela'. Terá dissipado o património de empresas em insolvência
Processo investiga fraudes com insolvências.
Foi detido um homem, de nacionalidade estrangeira, na sequência da 'Operação Cinderela'. É já a 11.ª pessoa a ser apanhada pela Polícia Judiciária (PJ) no âmbito deste processo.
Os envolvidos nesta operação são suspeitos de, por intermédio de pessoas (singulares e/ou coletivas) em quem confiavam, apresentarem créditos fictícios e documentos forjados para garantirem o reconhecimento de credores. Tudo sem a dívida estar comprovada. O objetivo, argumenta a PJ, seria "beneficiar os insolventes", ao mesmo tempo que se apropriavam de património dos credores.
Com os créditos, diz a PJ, era assegurada "a aprovação dos planos de recuperação, para que os devedores pudessem tirar proveito dos seus efeitos, suspendendo a ação dos reais credores e dissipando o património existente". O homem de 56 anos detido esta terça-feira é suspeito de intervir no esquema criminoso ao dissipar o património de empresas em insolvência.
Está indiciado por crimes de associação criminosa, corrupção, burla qualificada, insolvência dolosa, falsificação de documentos e branqueamento de capitais. Terão sido praticados entre 2023 e 2025. O homem será agora presente ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.
Entre os primeiros dez detidos estão três ex-administradores de insolvência, um advogado, seis empresários e ainda comerciantes.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt