Detido jovem de 18 anos que fazia pedidos em plataformas de entregas para roubar estafetas no Porto
Trabalhadores da empresa de delivery eram abordados e ameaçados com arma de fogo. Chegaram a ser agredidos para entregar dinheiro e outros bens.
Encomendavam gelados, hambúrgueres e garrafas de uísque, sempre através da plataforma Glovo, a única que aceita pagamentos em dinheiro. Indicavam moradas onde não residiam, nas imediações dos bairros do Cerco e do Lagarteiro, no Porto, e, mal viam as motas com os estafetas a aproximarem-se, faziam-lhes sinais para pararem.
Os condutores eram de imediato ameaçados de morte com armas de fogo e facas - e em alguns dos casos até agredidos. Um dos suspeitos, de 18 anos, foi agora detido pela Polícia Judiciária.
Os crimes foram cometidos durante o mês de abril. Os estafetas ficaram de tal forma com medo que, sempre que tinham de fazer entregas a domicílios nas imediações dos dois bairros, dirigiam-se antes a uma esquadra da PSP para pedir proteção.
Outros recusavam-se mesmo a deslocarem-se a determinadas ruas. Ficavam sempre sem os artigos que iam entregar, tal como o dinheiro.
O jovem detido, já com referências por pequenos delitos, atuava com outros dois suspeitos, que ainda não foram detidos.
A investigação apurou, pelo menos, seis situações de violência, sendo as vítimas de nacionalidade brasileira, nepalesa ou indiana - alguns nem sequer falam português.
Encomendavam gelados, hambúrgueres e garrafas de uísque, sempre através da plataforma Glovo, a única que aceita pagamentos em dinheiro. Indicavam moradas onde não residiam, nas imediações dos bairros do Cerco e do Lagarteiro, no Porto, e, mal viam as motas com os estafetas a aproximarem-se, faziam-lhes sinais para pararem. Os condutores eram de imediato ameaçados de morte com armas de fogo e facas - e em alguns dos casos até agredidos. Um dos suspeitos, de 18 anos, foi agora detido pela Polícia Judiciária. Outros recusavam-se mesmo a deslocarem-se a determinadas ruas. Ficavam sempre sem os artigos que iam entregar, tal como o dinheiro. O jovem detido, já com referências por pequenos delitos, atuava com outros dois suspeitos, que ainda não foram detidos. A investigação apurou, pelo menos, seis situações de violência, sendo as vítimas de nacionalidade brasileira, nepalesa ou indiana - alguns nem sequer falam português.
Suspeita-se que existam mais vítimas deste crime, mas que não apresentaram queixa por desconhecerem como agir em Portugal.
Roubos rendem 100 €
Os roubos rendiam entre 100 e 150 € - os estafetas andavam com pouco dinheiro. A PSP chegou a montar uma operação para proteger uma vítima.
Números diferentes
Os três suspeitos utilizavam sempre números de telemóvel diferentes. O jovem foi presente a um juiz pelo crime de roubo agravado.
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