Dois bombeiros agredidos durante serviço de emergência em Mirandela
Um dos bombeiros necessitou de tratamento hospitalar e foi apresentada queixa na PSP.
Dois bombeiros foram agredidos na madrugada desta quinta-feira em Mirandela, durante um serviço de emergência depois de um pedido de socorro por parte de um doente oncológico. Em causa está a alegada demora dos profissionais.
"Fomos acionados por volta das 02:05 desta madrugada para um homem, de 27 anos, com um quadro prostração, doente oncológico em fase terminal. Quando a equipa de emergência chegou ao local foi abordada por indivíduos e acabou por ser agredida sem qualquer tipo de justificação, sem qualquer tipo de resposta, pelas pessoas que estavam presentes nesse local de ocorrência", adiantou, à Lusa, o comandante do bombeiros de Mirandela, Luís Soares.
Segundo o comandante, um dos bombeiros, com 22 anos, teve de receber assistência hospitalar, devido a ferimentos "leves", "traumatismos na face e no crânio".
O operacional já recebeu alta hospitalar.
"Era um aglomerado de pessoas, mas há um deles que parte para a agressão física, para os operacionais acaba por empurrar também uma bombeira para dentro da ambulância. Isto tudo no momento da chegada, no momento que se preparava para entrar dentro da residência e acabam por ser abordados desta forma", contou.
A ocorrência aconteceu na cidade, na Rua D. Afonso V. A causa das agressões terá sido a demora no socorro. No entanto, Luís Soares garantiu que a resposta foi rápida. "O acionamento do meio na nossa central foi às 02:05, via CODU, e as 02:13 a ambulância estava no local, portanto nada se justifica e mesmo que houvesse algum atraso, por défice de recursos, por falta de meios, nada justificaria a agressão", disse.
Devido à falta de condições de segurança, os bombeiros tiveram de abandonar o local e encaminharam a situação do doente oncológico para a PSP.
Contactada pela Lusa, a PSP confirmou que foram "chamados ao hospital de Mirandela por notícia de um bombeiro na sequência de supostas agressões que terão ocorrido aquando de uma prestação de socorro num domicílio".
A polícia avançou ainda que as "restantes intimações terão de ser apuradas".
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