"É urgente tirar a minha filha daquela casa": mãe de menina abusada pelo pai, ex-militante do Chega, quer reaver guarda

Mãe da menina de cinco anos abusada por candidato do Chega em Fafe quer a guarda da filha. Assistentes sociais defendem que a criança deve continuar com a avó paterna.

02 de maio de 2026 às 01:30
Suspeito de pornografia e abuso sexual está preso na cadeia de Braga Foto: Sérgio Lemos
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"Depois de tudo o que aconteceu, é urgente tirar a minha filha daquela casa. Se não for assim, só prova que o sistema está todo a falhar". É o relato de uma mãe em sofrimento, forçada a manter-se afastada da filha, com direito a uma visita semanal, supervisionada por técnicas sociais. A mãe da menina de cinco anos, que terá sido abusada pelo próprio pai, ex-militante do Chega e que foi candidato a uma junta de freguesia em Fafe pelo partido de André Ventura, quer reaver a guarda da filha. O Tribunal discute a guarda no final deste mês.

"Acredito e espero que, depois da detenção do pai e das suspeitas de abuso sexual, o correto a fazer é confiarem-me a guarda da minha filha, sobretudo para segurança dela. Infelizmente, não me ouviram a tempo e não me deram credibilidade", atira a mulher, de 27 anos, que há quase três luta para reaver a guarda da filha. 

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É na casa da avó, em Fafe, que a menina ainda vive. A mesma casa onde, segundo a investigação da PJ, decorriam os abusos sexuais à criança. A mãe entrou com um pedido de alteração dos poderes parentais, mas as assistentes sociais que acompanham o caso já se pronunciaram sobre a necessidade de a menina se manter com a avó, em nome da estabilidade emocional.

A mãe garante que desde que o pai foi detido, a menina mostra-se "agressiva" e "visivelmente abalada". "Desde a detenção do pai, nunca mais falou dele, pelo menos não na minha presença, mas fala sempre de assuntos como o pipi", refere a mãe, emocionada.  

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