Estudante de Engenharia matou, decapitou e tentou três vezes entregar a cabeça da vítima
Nigeriano que decapitou um homem em Lisboa foi a um centro de saúde e ligou para a Saúde24 antes de entregar a cabeça embrulhada em papel de alumínio no Hospital de São José.
O homem que cometeu o homicídio brutal em Lisboa que terminou com uma decapitação, em julho de 2025, só conseguiu entregar a cabeça da vítima à terceira tentativa.
De acordo com os novos dados avançados pelo jornal Público, o suspeito, um estudante de Engenharia, de 29 anos, de nacionalidade nigeriana, procurou ajuda logo na manhã seguinte ao crime, mas foi sucessivamente encaminhado entre serviços de saúde antes de concretizar a entrega no Hospital de São José.
Ainda antes das 09h00, dirigiu-se ao centro de saúde da Alameda, onde pediu uma ambulância "para transportar parte de um corpo". Terá sido informado de que aquele serviço não tratava esse tipo de situação e aconselhado a deslocar-se ao Hospital de São José.
Chegou às urgências por volta das 11h30, mas também não conseguiu fazer a entrega nessa altura. Foi instruído a contactar primeiro a linha Saúde24, conforme o procedimento habitual recomendado aos utentes antes de se dirigirem ao hospital.
O suspeito regressou então ao quarto onde estava hospedado, onde se tinha esquecido do telemóvel, fez a chamada e voltou ao hospital. Foi apenas na terceira tentativa, já pelas 15h00, depois de tirar senha, pagar taxa moderadora e aguardar na sala de espera, que mostrou a cabeça da vítima na triagem, transportada numa mochila e embrulhada em papel de alumínio.
Segundo o Público, o homem disse aos inspetores que era a primeira vez que matava alguém.
O caso remonta a julho de 2025, quando o corpo de um homem de 34 anos, foi encontrado sem cabeça na zona do Rossio, em Lisboa. A Polícia Judiciária concluiu que os dois homens se tinham encontrado e que, após várias horas de conversa, o suspeito terá esfaqueado mortalmente a vítima e procedido depois à decapitação, no Pátio do Salema, junto ao Teatro D. Maria II.
O arguido foi detido e ficou indiciado por homicídio qualificado, profanação de cadáver e posse de arma proibida .
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