Falta de segurança deixa bairro de Viseu em alerta
Moradores entregaram documento em que exigem que a câmara atue.
Nos últimos meses, a pacata aldeia de Paradinha, às portas da cidade de Viseu, foi assolada com assaltos quase diários quer a habitações, quer a viaturas. Os habitantes são ainda sujeitos a ameaças e provocações. A culpa, dizem os moradores, é dos novos inquilinos - sete famílias compostas por 34 pessoas, das quais 19 são menores - recém-realojados pela autarquia no Bairro Social.
Cansados destes episódios de insegurança, 400 moradores subscreveram um abaixo-assinado que ontem entregaram ao presidente da autarquia, Almeida Henriques.
No documento constam exigências que passam pelo imediato reforço policial, com patrulhas apeadas, bem como iluminação durante 24 horas. A instalação de um posto de polícia na aldeia é outra das sugestões dos ofendidos.
A 6 de dezembro de 2016 "foram realojadas famílias, vindas de Abraveses, à parte da sociedade e com um vasto historial de criminalidade", explicou o morador Pedro Ribeiro. "São cidadãos de fações rivais às que já moravam no bairro social de Paradinha. Por este motivo, criou-se um problema social grave", acrescentou. "A câmara devia ter consultado os moradores e perceber as nuances antes de realojar", completou.
Após ouvir o desagrado do povo, Almeida Henriques foi perentório: "A câmara não se pode substituir a uma função de soberania [garantir a segurança] que é da PSP". O autarca já tomou medidas: "Vai ser reforçada a iluminação em todo o perímetro da aldeia e está previsto avançar um projeto de videovigilância, já debatido com a ministra Constança Urbano de Sousa."
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