"Foi um choque": Diogo Costa lembra enfarte de Casillas durante treino do FC Porto

Guarda-redes do FC Porto foi ouvido como testemunha no julgamento que opõe Iker Casillas ao FC Porto e à Fidelidade e classificou o treino desse dia como moderado.

16 de setembro de 2026 às 15:07
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Diogo Costa foi esta quarta-feira ouvido como testemunha no julgamento que opõe Iker Casillas ao FC Porto e à Fidelidade. O atual guarda-redes dos dragões recordou o momento em que o antigo internacional espanhol sofreu o enfarte, em maio de 2019.

“Casillas era um profissional exemplar”, afirmou Diogo Costa em tribunal. Sobre o momento em que o grupo tomou conhecimento do problema de saúde do espanhol, recordou: “De repente aí aí aí, foi um choque”.

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Diogo Costa classificou ainda o treino em que Casillas sofreu o enfarte como de intensidade moderada, atribuindo-lhe uma nota de “3 de 0-10”.

O guarda-redes contou também que os jogadores do FC Porto foram visitar Casillas ao hospital. Segundo Diogo Costa, o antigo guarda-redes não contou nessa altura ao grupo que já tinha sentido sintomas no dia anterior.

O depoimento do atual capitão do FC Porto surge numa sessão em que também foi ouvido um cardiologista, Luís Filipe Seca, que afirmou: “Eu não aconselhava a prática de desporto de alta competição”. O especialista considera ainda que “a sequela com que ele ficou aumenta a probabilidade de voltar a passar o mesmo”.

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“O atleta tem de pensar no homem”, acrescentou o cardiologista.

Também um perito e professor, Duarte Nuno Vieira, confirmou em tribunal que um exercício físico de alta intensidade pode provocar um ataque cardíaco, embora tenha ressalvado que a intensidade, por si só, não constitui necessariamente a causa do episódio.

Uma médica ouvida no processo explicou que Casillas “fez um procedimento, foi feito um diagnóstico, correu bem e o doente teve alta após cinco dias”.

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Já o gestor de recursos humanos do FC Porto afirmou que o clube “processou e pagou o salário até final de junho de 2020”.

Iker Casillas reclama cerca de 3,7 milhões de euros ao FC Porto e à seguradora Fidelidade na sequência do enfarte sofrido durante um treino dos dragões, em maio de 2019.

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