GNR já permite que militares tenham tatuagens visíveis

Exceções são cabeça, pescoço e abaixo do cotovelo. Barba com limites.

29 de outubro de 2021 às 23:48
Tatuagens não podem “pôr em causa o prestígio e a imagem da Guarda” Foto: Sérgio Lemos
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A GNR passou a autorizar tatuagens visíveis nos seus militares, exceto abaixo da linha do cotovelo, no pescoço e cabeça. Antes era totalmente proibida qualquer arte corporal visível.

A mudança, que já tinha sido aplicada no último concurso de recrutamento, em março, é a alteração mais relevante das mexidas feitas ao Regulamento Geral do Serviço da GNR, esta sexta-feira publicadas em Diário da República, e que passam a vincular todos os militares.

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A GNR justifica a mudança com uma "concordância com a evolução de procedimentos concursais equivalentes, nacionais e estrangeiros", e um "ajustamento à evolução dos tempos". As tatuagens não podem pôr "em causa o prestígio e a imagem da Guarda" e a "ordem, disciplina, moral e a coesão". Não podem conter "símbolos, palavras ou desenhos de natureza partidária, extremista, sexista, rácica ou de incentivo à violência".

A GNR fica, assim, em linha com a PSP e com os ramos das Forças Armadas. O novo regulamento prevê as mesmas limitações ao uso de piercings e outras formas de arte corporal.

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De resto, mantém as regras quanto aos cortes de cabelo, barba, bigode. Mas acrescenta-se que não podem "possuir um tamanho suficiente para que possa ser agarrado ou puxado". Manda ainda que "o pessoal civil dos quadros da GNR, quando em serviço, deve trajar de forma adequada às funções desempenhadas".

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