GNR trava grupo que atacava aldeias em Bragança

Onze detidos por assaltos a casas, lojas, capelas e igrejas.

27 de julho de 2019 às 10:30
Ação envolveu 95 elementos de várias valências da GNR, que encontraram os artigos roubados ao longo dos anos Foto: Pedro Rebelo
Armas que foram apreendidas Foto: Pedro Rebelo

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Extremamente organizados, os ladrões espalhavam há vários anos o medo nas aldeias do distrito de Bragança. Assaltavam habitações, estabelecimentos comerciais, armazéns, associações culturais e até capelas e igrejas. Através de uma megaoperação, a GNR deteve 11 suspeitos e identificou outros três, todos com idades entre os 28 e os 55 anos.

A ação - que mobilizou 95 elementos de várias valências dos comandos de Bragança, Braga, Porto, Vila Real, Guarda e Viseu e agentes da PSP - começou durante a madrugada de quinta-feira. "[Os suspeitos] Atuavam preferencialmente no período noturno, em aldeias e locais mais isolados", refere Hernâni Martins, oficial de comunicação da GNR de Bragança.

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Nas buscas realizadas em diferentes pontos do distrito, foram apreendidos cinco automóveis, duas motas, 22 telemóveis, maquinaria agrícola, geradores a gasolina, dois carris de ferrovia, mais de mil munições de diversos calibres e oito armas, assim como droga, 22 garrafas de bebidas brancas e 1200 euros em numerário.

"Estes furtos provocavam alarme social, com consequente sentimento de insegurança da população", sublinha a GNR, que realizou esta operação depois de uma investigação que levava já mais de um ano.

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Os suspeitos respondem por furto qualificado, dano, recetação, tráfico de droga e posse ilegal de armas. Começaram esta sexta-feira a ser presentes ao tribunal de Macedo de Cavaleiros. O material apreendido pelos militares vai agora ser restituído aos proprietários.

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