Guardas em greve na cadeia anexa à PJ em Lisboa

Falta de implementação de medidas de segurança e de reorganização do serviço.

06 de agosto de 2026 às 12:22
Cadeia anexa à Polícia Judiciária Foto: João Cortesão
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A ASP/CGP (Associação Sindical dos Profissionais do Corpo da Guarda Prisional) decretou uma greve total no Estabelecimento Prisional junto à Polícia Judiciária de Lisboa, que teve início na quarta-feira e se deverá prolongar até dia 31 de agosto. O primeiro dia, anunciou a estrutura sindical, teve uma adesão de 100%.

Segundo a ASP/CGP, as razões da greve são a falta de implementação de medidas de segurança e de reorganização do serviço. Em causa uma de reorganização dos recreios a céu aberto e adoção dos procedimentos de segurança, que "reconhece expressamente que a insuficiência de efetivos do Corpo da Guarda Prisional pode comprometer a capacidade dos estabelecimentos prisionais para assegurarem, em permanência, os postos considerados essenciais à manutenção da ordem, da segurança e da vigilância dos reclusos".

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"Sucede que, no caso do Estabelecimento Prisional junto da Polícia Judiciária de Lisboa, tais medidas continuam teimosamente por concretizar, apesar das sucessivas chamadas de atenção efetuadas pela Corpo da Guarda Prisional e pelos seus representantes sindicais", refere a mesma fonte, que denuncia "uma sobrelotação significativa" que "agrava os riscos para a segurança e dificulta o funcionamento".

A cadeia anexa à PJ de Lisboa tinha capacidade para 116 reclusos e em janeiro aumentou-a para 147. No dia 1 de agosto, tinha 153 reclusos.

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