Homem morre no concelho de Leiria por intoxicação com origem em gerador
Alerta chegou às autoridades pelas 02h50.
Um homem, de 73 anos, morreu na madrugada deste domingo no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, disseram à Lusa fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Proteção Civil.
O CM apurou que o gerador, instalado numa garagem e com "sistema de ventilação insuficiente", terá parado de funcionar e a vítima foi verificar o que se passava. Acabou por morrer no local intoxicada.
O INEM foi acionado e a equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação verificou óbito. O corpo foi transportado para o Gabinete de Medicina Legal de Leiria.
De acordo com o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria, o alerta para a ocorrência, na localidade de Segodim, União de Freguesias de Monte Real e Carvide, chegou às autoridades pelas 02h50.
Nas redes sociais, a GNR de Leiria alerta que com o frio se procura o conforto das lareiras e, em caso de falha de energia, se recorre a geradores, mas ambos "podem libertar monóxido de carbono, um gás altamente tóxico, sem cheiro, cor ou sabor, que pode ser fatal".
O Comando Territorial de Leiria lembra que, em caso de lareiras e braseiros, "a ventilação é vital", pedindo aos cidadãos que deixem "sempre uma fresta numa janela".
Por outro lado, salienta a necessidade de limpeza de chaminés, pois "uma chaminé obstruída faz com que os gases tóxicos recuem para dentro de casa", apelando para que se apaguem sempre as brasas antes de dormir.
Quanto aos geradores, estes devem estar sempre no exterior, nunca o ligando "dentro de casa, na garagem ou em anexos, mesmo com janelas abertas".
Neste caso, tem de ser observada uma distância de segurança, sendo que "o escape deve estar a pelo menos seis metros de distância de qualquer entrada de ar da habitação", além de que deve ser confirmado que o fumo do gerador não está a ser empurrado para o interior da casa.
Os sinais de intoxicação são "dores de cabeça, tonturas, náuseas, confusão ou sonolência súbita" e, se tal suceder, o apelo aos cidadãos é para que saiam imediatamente para o ar livre e liguem para o 112.
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