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À destruição sucedem-se os roubos em Leiria e na Marinha Grande

Empresários e funcionários organizam-se em rondas noturnas.

01 de fevereiro de 2026 às 01:30

Há vários casos de roubo de cobre e de ferro nas fábricas destruídas pelo temporal, em Leiria e na Marinha Grande.

O alerta já foi feito por vários moradores e o CM pôde comprová-lo: cruzámo-nos com um homem que circulava numa carrinha, na zona da praia da Vieira, a vender alumínio sem fatura. A origem do material era clara: apanhado aqui e ali, pertencendo a outras pessoas. “Tenho medo que entrem e roubem o que nos sobrou. Precisamos que sejam criados grupos de segurança, porque nós não podemos passar aqui a noite armados em heróis”, diz ao CM o sócio de uma empresa de alumínio, em Pousos, Leiria.

Desabafos idênticos são feitos por outras pessoas. Em Ponte da Pedra, Carlos, dono de uma empresa de rulotes, diz que tentaram estroncar uma delas. “Mas o que é que eu vou fazer? Ninguém quer saber de nós”, lamenta-se. “Durante o dia estamos em operações de limpeza, com funcionários, amigos, familiares e uma grua para os pesos maiores. Durante a noite vamos continuar a montar piquetes, de três, quatro pessoas, para que não nos levem o que restou, máquinas, componentes, cabos, quadros, diverso material. Mas é muito complicado estar a trabalhar, a limpar durante o dia e de noite estar a fazer piquetes”, frisou um outro empresário, João Faustino. 

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