Homem viola irmã deficiente e é solto pelo tribunal em Guimarães
Aproveitava-se do silêncio da vítima. Abusos sexuais duravam há pelo menos sete anos.
A Polícia Judiciária de Braga deteve um homem de 32 anos, suspeito de violar a irmã, de 30 e com deficiência mental, durante pelo menos sete anos, no concelho de Guimarães. Levado a tribunal, ficou em liberdade, embora proibido de se aproximar ou de contactar com a vítima.
Além da ligação familiar, agressor e vítima são também vizinhos - casas muito próximas. A mulher, que nunca teve verdadeira noção da gravidade dos abusos sexuais de que era alvo, acabou por manter o silêncio durante, ao que o CM apurou, pelo menos sete anos. Mas o caso acabou por ser denunciado e os inspetores da Polícia Judiciária avançaram para a captura do suspeito.
Aliás, o mandado de detenção fora de flagrante delito foi emitido pelo Ministério Público de Guimarães, respondendo o homem pelo crime de "violação agravada ocorrida em contexto familiar, durante os últimos anos", segundo o comunicado da Polícia Judiciária de Braga.
O juiz de instrução manteve-o em liberdade, apesar de várias medidas restritivas, incluindo a aproximação à irmã, sendo que caberá às autoridades decidir como resolver a grande proximidade entre as habitações de ambos. O suposto violador fica com uma pulseira de controlo que acionará assim que desrespeite esse impedimento.
O caso terá passado despercebido à vizinhança. O agressor aproveitava a relação familiar próxima e o atraso cognitivo da vítima para concretizar os seus intentos.
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