Identificados dois homens que vandalizaram gravuras de Foz Côa

Suspeitos usaram pedra para acrescentar desenhos e inscrições. Danos causados são irreparáveis.

24 de maio de 2017 às 14:40
Desenhos realizados na rocha com gravuras com 15 mil anos Foto: Nuno André Ferreira
14 mil em Foz Côa Foto: Paulo Novais / Lusa
foz côa, arte, murais, igreja Foto: D.R.

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A Policia Judiciária anunciou esta quarta-feira ter identificado dois homens que confessaram ter sido os autores do ato de vandalismo num dos painéis de arte rupestre mais importantes do parque de Foz Côa.

Os homens fizeram "dois desenhos e uma inscrição legendária sobre o Painel Central de Arte Rupestre da Ribeira de Piscos, pertencente ao parque arqueológico do Vale do Côa, vulgarmente conhecido pela representação do "Homem de Piscos", o qual está classificado como monumento nacional e como património mundial pela UNESCO", revela a PJ em comunicado.

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Os atos de vandalismo "foram produzidos durante um passeio local de vários ciclistas, com recurso a uma pequena pedra de xisto, que funcionou como instrumento de incisão sobre o bloco rochoso que acolhe várias gravuras do período Paleolítico Superior, entre as quais, a única figuração antropomórfica paleolítica até hoje claramente identificada em Portugal".

Os dois suspeitos foram constituídos arguidos e interrogados nessa qualidade.

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A PJ adiante que "segundo parecer técnico especializado, terão danificado, de forma irremediável, aquele mencionado património mundial de arte rupestre localizado em Portugal".

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