Instrução do Marquês com três sessões por mês vai demorar levar anos

Inquirição de testemunhas arranca em janeiro. Juiz tem centenas de caixotes e 1400 páginas de requerimentos.

26 de outubro de 2018 às 01:30
José Sócrates é o principal arguido no caso da Operação Marquês Foto: Inês Gomes Lourenço
Ivo Rosa é juiz de instrução criminal Foto: Duarte Roriz
Juiz de instrução Ivo Rosa Foto: Sérgio Lemos
Sócrates terá recebido luvas de 34 milhões de euros, entre 2006 e 2015 Foto: Nuno Fox/Lusa
Armando Vara Foto: Lusa
Armando Vara e José Sócrates pretendem evitar julgamento ao requererem a abertura da fase de instrução no âmbito do processo da Operação Marquês Foto: Tiago Sousa Dias

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O juiz Ivo Rosa designou três sessões por mês para a fase de instrução da Operação Marquês. Os trabalhos começam na última semana de janeiro. O magistrado está em exclusividade no caso Marquês, tendo apenas em mãos a decisão de instrução do processo dos colégios GPS. O calendário das diligências foi ontem definido numa reunião com os advogados de defesa e o procurador Rosário Teixeira.

Dada a complexidade do processo - o maior inquérito-crime de corrupção da história da Justiça portuguesa - é expectável que a fase de instrução se arraste durante vários anos. O magistrado vai tentar que esta fase decorra numa sala do Palácio da Justiça, em Lisboa.

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Entretanto, Ivo Rosa tem em mãos, para além das centenas de caixotes com os volumes e apensos do processo, mais de 1400 páginas de requerimentos de abertura de instrução para analisar.

Os 19 arguidos que pediram a instrução do processo, entre os quais José Sócrates e Armando Vara, arrolaram 44 testemunhas. Uma delas é juiz de instrução e colega de Ivo Rosa, Carlos Alexandre, que conduziu a fase de inquérito do processo Marquês.

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