Presidente da União das Mutualidades Portuguesas investigado por suspeitas de crimes económicos
Associações mutualistas ligadas a Luís Alberto Sá e Silva deram quase 390 mil euros em ajuste diretos aos familiares do responsável.
A União das Mutualidades Portuguesas está debaixo de suspeita. A Polícia Judiciária de Aveiro e o Ministério Público estão a investigar o presidente Luís Alberto Sá e Silva que, em quatro anos, fez ajustes diretos ao irmão, à mulher, à filha e aos dois genros, da ordem dos quatrocentos mil euros.
Em causa podem estar crimes de gestão danosa e participação económica em negócio de uma instituição que entre 2014 e 2017 recebeu quase três milhões de euros do Estado.
Outras associações mutualistas, ligadas a Luís Alberto Sá e Silva, estão também na mira das autoridades.
A União das Mutualidades e outras associações mutualistas ligadas ao mesmo dirigente deram, entre 2012 e 2016, quase 390 mil euros em ajuste diretos a familiares de Luís Alberto Sá e Silva.
Em causa estão contratos para os mais variados serviços, que estão agora a ser analisados ao pormenor.
Foram precisamente as denúncias, feitas por pessoas ligadas ao mutualismo, que levaram à abertura do inquérito.
A Procuradoria-Geral da República confirmou ao Investigação CM que o processo está em fase de averiguação e sujeito a segredo de justiça.
Há algumas semanas, a Policia Judiciária de Aveiro avançou para buscas. Ainda não há arguidos.
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