José Sócrates está novamente sem advogado

José Preto renunciou esta terça-feira. Em novembro, Pedro Delille, na altura advogado de José Sócrates, também renunciou ao mandato de representação do antigo primeiro-ministro.

Atualizado a 13 de janeiro de 2026 às 14:59
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José Preto, o advogado de José Sócrates que substituiu Pedro Delille, renunciou, esta terça-feira, à defesa do antigo primeiro-ministro. O advogado esteve internado 12 dias no Hospital de Santa Maria e a representação da defesa estava posta em causa.

Advogada oficiosa que tinha sido atribuída na passada sessão de julgamento da Operação Marquês, Ana Velho, também não ficou no processo, uma vez que José Sócrates não aceitou a representação.

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"O arguido retira a eficácia aos atos da defensora oficiosa nomeada, cuja aceitação da nomeação se faz em detrimento dos direitos da defesa. O arguido não aceita a nomeação, sequer", lê-se no documento a que o CM teve acesso. 

Em novembro, Pedro Delille, na altura advogado de José Sócrates, também renunciou ao mandato de representação do antigo primeiro-ministro.

 No requerimento, Pedro Delille justificou a decisão com os momentos de tensão vividos numa da sessões do julgamento da Operação Marquês, que levaram a juíza do processo a apresentar uma participação formal à Ordem dos Advogados após um atraso do advogado.

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 "Repudio e recuso participar e validar, um minuto mais que seja, neste simulacro de julgamento, neste 'julgamento a brincar'", referiu na altura no requerimento Pedro Delille.

José Sócrates, de 68 anos, está pronunciado (acusado após instrução) de 22 crimes, incluindo três de corrupção, por ter, alegadamente, recebido dinheiro para beneficiar o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o 'resort' algarvio de Vale do Lobo.

No total, o processo conta com 21 arguidos, que têm, em geral, negado a prática dos 117 crimes económico-financeiros que globalmente lhes são imputados.

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Os ilícitos terão sido praticados entre 2005 e 2014 e, no primeiro semestre deste ano, podem prescrever, segundo o tribunal, os crimes de corrupção mais antigos, relacionados com Vale do Lobo.

José Sócrates e os restantes arguidos foram dispensados pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa de comparecer no julgamento, iniciado em 3 de julho de 2025, e têm estado todos ausentes das últimas sessões.

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