Jovem que matou padrasto à facada na Maia não aceitava relação tóxica com a mãe
Jovem de 20 anos fugiu do local após o crime e entregou-se horas depois à PSP.
A relação entre o jovem e o padrasto era pautada por discussões frequentes, motivadas, em grande parte, pela não aceitação do namoro deste com a mãe. Na madrugada deste domingo, uma nova altercação no terceiro andar de um prédio em Vermoim, na Maia, culminou na tragédia: Ivan, de 20 anos, esfaqueou repetidamente o padrasto, Juan Mandin, de 50 anos, provocando-lhe a morte. Após o crime, o homicida abandonou a habitação num estado de aparente desorientação. Depois de passar várias horas em parte incerta, acabou por se entregar voluntariamente numa esquadra da PSP onde disse que matou porque só se queria proteger a si e à mãe. O caso passou depois para a Polícia Judiciária (PJ), que assumiu a investigação.
Na casa onde ocorreu o crime, segundo os moradores, residiam apenas a mulher e os seus dois filhos, sendo a vítima vista no local com frequência. As discussões familiares eram de conhecimento da vizinhança. “A mãe do rapaz e o namorado estavam juntos há cerca de um ano. Mas a relação não era saudável e o miúdo não gostava do que via. O pai dele morreu há uns anos e ele nunca superou essa perda. Ao ver a forma como a mãe era tratada, tudo se tornava ainda pior”, relatou um morador ao CM. “Aquilo era uma relação tóxica que acabava por afetar os filhos. A determinada altura, o homem chegou a ameaçar suicidar-se ali em casa, dizendo que se atirava da varanda só para conseguir o que queria”, acrescentou outro vizinho.
O motivo exato da disputa na madrugada de domingo ainda não foi apurado. Às autoridades, o jovem disse que fez o que fez para se proteger a si e à mãe. “O que me explicaram é que o Juan foi ao quarto do Ivan e que começaram a discutir e depois passaram para agressões mútuas. A dada altura, o Juan terá feito um 'mata-leão' ao Ivan que, para se proteger, agarrou na primeira coisa que viu: uma faca”, explicou um popular. Juan Mandin foi esfaqueado no tórax e na região abdominal. Mesmo ferido, ainda conseguiu ligar para a PSP a pedir auxílio, mas acabou por morrer no local antes da chegada das autoridades.
Após o homicídio, Ivan abandonou o local e permaneceu incontactável durante várias horas, sem atender as chamadas de amigos e familiares. Foi apenas às 04h45 que se entregou às autoridades, revelando também o paradeiro da arma do crime. “Ele sempre foi um bom miúdo. Creio que nenhum vizinho tem algo de mau a dizer sobre ele. Era calmo, não se metia em confusões e era de poucas palavras”, desabafou um residente, visivelmente chocado.
O detido será agora presente a um juiz de instrução criminal no Tribunal da Maia para primeiro interrogatório judicial e aplicação das respetivas medidas de coação.
Mãe assistiu ao crime
A mãe de Ivan assistiu ao homicídio e é a única que pode ajudar as autoridades a chegar à verdade dos acontecimentos. Será uma testemunha importante para que a Polícia Judiciária perceba exatamente aquilo que aconteceu e o que o levou à discussão que terminou com as violentas agressões.
Isto é um antetítulo de exemplo
Sangue espalhado pela casa
Juan Mandim, de 50 anos, foi esfaqueado várias vezes e perdeu muito sangue. Apesar de ter conseguido alertar as autoridades para o crime, não resistiu aos graves feriementos. As escadas do prédio e a própria casa ficaram com várias marcas das agressões.
Isto é um antetítulo de exemplo
Irmã soube do crime pela PSP
A irmã de Ivan estava a trabalhar quando ocorreu a tragédia na casa onde também mora. Foi pelas duas da amnhã contactada pela PSP sobre o caso e questionada se sabia onde o irmão podia estar. Dirigiu-se depois rapidamente para casa e soube pela mãe dos detalhes do crime.
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