Juíza diz que Duarte Lima “inventou uma história” sobre homicídio de Rosalina Ribeiro
Imparcialidade de Catarina Pires é colocada em causa num incidente de recusa que já deu entrada na Tribunal da Relação de Lisboa.
As palavras da juíza Catarina Pires, durante o interrogatório em que agravou as medidas de coação a Duarte Lima, em setembro, foram demolidoras e levam agora a defesa do ex-deputado a pedir o afastamento da magistrada do Tribunal de Sintra. A imparcialidade da juíza é colocada em causa num incidente de recusa que já deu entrada na Relação de Lisboa.
No requerimento, a que o CM teve acesso, o advogado João Barroso Neto alega que a magistrada proferiu alguns "pré-juízos condenatórios", citando as suas palavras: "Eu prevejo que a decisão seja uma condenação". Segundo a defesa, Catarina Pires considerou ainda que Duarte Lima "inventou uma história" e disse "falsidades".
O depoimento para memória futura de Aurílio Nascimento, comissário da Polícia Civil do Rio de Janeiro que liderou a investigação a Duarte Lima, foi adiado esta quarta-feira. É a única testemunha no Brasil que, para já, o tribunal conseguiu notificar. E tudo porque o investigador enviou um email ao tribunal a disponibilizar-se para depor. Rosalina Ribeiro foi assassinada a tiro, em 2009, no Brasil. O julgamento não tem data para começar.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt