Juíza mantém advogado de Sócrates em funções apesar de pedido de escusa e avança com julgamento
Marco António Amaro é o quarto advogado oficioso atribuído a José Sócrates.
A juíza responsável pelo julgamento da Operação Marquês, Susana Seca, decidiu manter em funções Marco António Amaro, advogado nomeado pela Ordem dos Advogados, que tinha pedido escusa esta terça-feira de manhã, até que seja substituído por outro.
Com esta decisão, Susana Seca indica também que o julgamento vai prosseguir, sendo que a partir da próxima audiência, agendada para dia 17 deste mês, vão começar a ser reporduzidas as declarações dos arguidos prestadas em fase de inquérito e os depoimentos das testemunhas que entretanto faleceram. Estão previstas 20 sessões para que seja terminada a reprodução das gravações. A juíza argumenta que, uma vez que a reprodução destas "não pressupõe contraditório imediato", a duração das mesmas "assegura que o(s) defensor(es) que venha(m) a ser nomeado(s)/constituído(s) possa(m) preparar a defesa e examinar os autos", refere o despacho.
O antigo primeiro-ministro, José Sócrates, de 68 anos, está acusado após instrução de 22 crimes, incluindo três de corrupção, por ter, recebido dinheiro para beneficiar o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o 'resort' algarvio de Vale do Lobo.
O processo conta com 21 arguidos, que têm, em geral, negado a prática dos 117 crimes económico-financeiros que globalmente lhes são imputados.
Os crimes terão sido praticados entre 2005 e 2014 e correm o risco de prescrever, no primeiro semestre desta ano, segundo o tribunal, os crimes de corrupção mais antigos, relacionados com Vale do Lobo.
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