“Matei-a porque ela me traiu”

"Ela tentou defender-se, mas eu fui muito rápido e matei-a. Foi instantâneo". Foi assim que Álvaro Ramos descreveu, ontem, ao Tribunal de Oliveira de Azeméis, o momento em que assassinou a mulher com 34 facadas, em Agosto de 2010. O réu, 42 anos, justificou o acto com uma suposta traição.

18 de maio de 2011 às 00:30
traição, julgamento, homicídio, facadas, marido, mulher Foto: Manuel Vitoriano
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"Ela traiu-me, eu peguei numa faca e matei-a", disse o homem, momentos após o crime, a uma bombeira que ontem contou a situação. "Ele estava muito calmo e pediu uma ambulância", acrescentou a voluntária.

Álvaro apresentou ontem uma versão diferente daquela que contou à PJ. Argumentou que, na noite de 3 de Agosto, a mulher, Maria de Fátima, de 51 anos, chegou a casa acompanhada de um homem de 1,98 metros e não da patroa, como afirmaram várias testemunhas.

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"Esse matulão, onde está?", questionou o juiz-presidente João Grilo. "O que eu estou a ver são fotografias chocantes, e o que sei é que uma pessoa está morta, e infelizmente já não fala para se defender", afirmou o juiz.

Antes do crime, Fátima foi à GNR pedir ajuda. "Disse-me que o marido gritava muito com ela, mas não quis apresentar queixa. Não falou de agressões", afirmou o cabo da GNR. Horas depois, às 02h15 de 4 de Agosto, foi assassinada. Após matar a mulher, o homicida tomou banho, trocou de roupa e foi a pé ao quartel de bombeiros.

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