'Mimi' foi morta com um tiro no peito durante discussão entre famílias no Palácio do Gelo em Viseu

Arguido foi ao acampamento buscar a pistola 6.35 milímetros e esteve 11 dias em parte incerta depois do crime. Responde por sete crimes de homicídio.

10 de março de 2026 às 01:30
'Mimi' foi morta a tiro no Palácio do Gelo em Viseu Foto: Direitos Reservados
'Mimi' foi morta a tiro no Palácio do Gelo em Viseu
Tiroteio no Palácio do Gelo, em Viseu, aconteceu no dia 27 de dezembro de 2024 Foto: CMTV

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Josefa Canhoto Rosa, conhecida como 'Mimi', foi fazer compras ao Palácio do Gelo, em Viseu, no dia 27 de dezembro de 2024. Foi com o companheiro, uma irmã e um cunhado, além de três sobrinhas, de 5, 16 e 23 anos. A mais velha estava com o namorado e o filho de ambos, um bebé de três anos.

O grupo separou-se e, já no átrio exterior do centro comercial, a jovem de 16 anos desentendeu-se com a mãe, uma vez que a irmã de 'Mimi' recusou comprar-lhe um telemóvel topo de gama. A discussão subiu de tom e chamou a atenção de duas mulheres, a companheira e a irmã do arguido Jesus da Silva Monteiro, que pararam para apreciar. Ambas as mulheres começaram a provocar-se até se envolverem em confrontos físicos, uma rixa que se estendeu aos homens das duas famílias, até então desconhecidas. Entre os homens registaram-se agressões com uma barra metálica, ripas de madeira e uma pedra.

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Após os confrontos, o arguido, de 26 anos, saiu de carro em direção ao acampamento localizado em Teivas, que fica a poucos quilómetros, e foi buscar uma pistola 6.35 milímetros. Regressou ao Palácio do Gelo e começou a disparar contra os familiares de 'Mimi' - que decidiu defendê-los.

"Josefa aproximou-se do arguido, que estava de costas, e agrediu-o na cabeça com uma bolsa que trazia a tiracolo”, descreve a acusação do Ministério Público. Em resposta, Jesus disparou um tiro que atingiu ‘Mimi’ no peito e matou-a. O disparo foi feito a cerca de um metro. Depois disso, e já quando caminhava em direção ao carro, voltou a disparar contra os familiares de ‘Mimi’, atingindo-os, até se colocar em fuga. Esteve 11 dias em parte incerta até que decidiu entregar-se à Polícia Judiciária do Centro, no dia 7 de janeiro do ano passado.

Está desde então em prisão preventiva até ao início do julgamento marcado para esta quarta-feira, no Tribunal de Viseu. Responde por sete crimes de homicídio qualificado. Um na forma consumada, os outros na forma tentada: a quatro adultos e a dois menores. Está ainda acusado do crime de detenção de arma proibida, uma vez que não tinha licença de uso e porte de arma, e também um crime de condução perigosa de veículo rodoviário.

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