Mulher morre em Sesimbra após esperar 40 minutos por ambulância de Carcavelos
Bombeiros percorreram uma distância de 35 quilómetros.
Quarenta minutos de espera por socorro foram fatais para uma idosa, esta quarta-feira à tarde, na Quinta do Conde, em Sesimbra. Ao que o CM apurou, foi acionada a ambulância de Carcavelos que demorou cerca de 40 minutos a chegar ao local da ocorrência - uma distância de 35 quilómetros.
O alerta foi dado para uma dispneia (falta de ar) muito grave por volta das 14h00 e quando os operacionais chegaram ao local - 14h40 - a vítima estava em paragem cardiorrespiratória.
Numa publicação nas redes sociais, os Bombeiros de Carcavelos reiteram que "apesar da pronta saída do quartel, a distância entre as duas localidades condicionou inevitavelmente o tempo de chegada ao local". "Em situações de PCR, cada minuto é determinante - por cada minuto que passa sem manobras de reanimação, a vítima perde cerca de 10% de hipóteses de sobrevivência".
O INEM abriu uma auditoria interna aos procedimentos associados ao caso desta mulher.
Recorde-se que no espaço de 24 horas, este é o terceiro caso em que doentes morrem por falta de socorro célere. Também esta quarta-feira, em Tavira, um homem, de 68 anos, esteve mais de uma hora a aguardar por meios de socorro e acabou por não sobreviver.
Esta terça-feira um homem, de 78 anos, morreu no Seixal depois de ter estado quase três horas à espera de socorro do INEM. O presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, clarificou que não existiam ambulâncias disponíveis na Margem Sul para responder ao pedido de socorro.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) e o Ministério Público já abriram um inquérito para investigar a morte deste senhor.
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