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"Vai haver um reforço permanente de vários meios": presidente do INEM sobre mortes devido à falta de socorro

Morreram três pessoas à espera de socorro nas últimas 48 horas.

08 de janeiro de 2026 às 14:01
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'Vai haver um reforço permanente de vários meios': presidente do INEM sobre mortes devido à falta de socorro

"Todas as situações que possam configurar uma situação de falha de socorro terão de ser averiguadas", começou por dizer aos jornalistas o presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, após uma reunião com o líder da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), esta quinta-feira. Luís Mendes Cabral afirmou que irá existir "um reforço permanente de vários meios, em vários locais", face aos casos em que utentes morreram à espera de socorro, nas últimas 48 horas. 

O presidente do INEM adiantou terem existido vários pontos de entendimento durante a reunião e reconheceu os constrangimentos na área metropolitana de Lisboa e Margem Sul. 

Já o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, apontou as falhas nos momentos de triagem, na devolução de macas e na disponibilização das ambulâncias após os diferentes serviços. "No imediato, o nosso plano é garantir ao máximo que toda a capacidade é levada ao limite".

"Muitas das situações passam por transformar ambulâncias contratualizadas pelo INEM do ponto de vista sazonal, em definitivas", apontou o presidente Luís Mendes Cabral, que referiu que essa necessidade também foi discutida durante a reunião. 

"Terei que analisar ambos os casos e, no seu devido tempo, o INEM irá emitir os seus comunicados sobre esta fronteira. (...) Todas as situações que eventualmente possam configurar uma situação de falha de socorro, terão de ser devidamente averiguadas", disse o presidente do INEM. 

Luís Cabral acrescentou que tal como da última vez em que houve esta falha do INEM as averiguações foram feitas e "foi-se concluindo em algumas alturas que não havia uma responsabilidade direta do INEM nestas situações".

"Nós seremos sempre transparentes em todo este processo, seremos muito claros em relação àquilo que se passou, em relação àquilo que são os tempos e que foram as diferentes ambulâncias e viaturas com médico envolvidas. Não haverá aqui qualquer ocultação por parte do INEM relativamente a essa matéria", assegurou.

Pelo menos três pessoas morreram esta semana depois de terem ligado para o INEM a pedir socorro e os meios não terem chegado a tempo.

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