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"O que sabemos é que o sistema não está a funcionar bem": Presidente da LBP sobre morte de mulher em Sesimbra espera

António Nunes afirmou que "no caso de se chegar à conclusão que são os bombeiros que não estão a cumprir com a sua missão, que digam, porque estes assumem as suas responsabilidades".

08 de janeiro de 2026 às 13:21

Uma mulher que estava em paragem cardiorrespiratória morreu, na quarta-feira, na Quinta do Conde, em Sesimbra, após esperar mais de 40 minutos por socorro.

Os Bombeiros Voluntários de Carcavelos foram chamados às 14:00 para prestar assistência à vítima, que se encontrava com dificuldade respiratória, a 35 quilómetros de distância, tendo chegado às 14:44, quando a mulher já estava em paragem cardiorrespiratória, disse João Franco à Lusa.

Entretanto, chegou ao local uma viatura de emergência médica do INEM, foram feitas manobras de reanimação, mas o óbito acabou por ser declarado no local, disse o comandante dos bombeiros.

Os bombeiros salientam que "este tipo de ocorrência relembra a importância dos tempos de resposta e da proximidade dos meios de socorro, salientando que, mesmo com a melhor preparação técnica e humana, a distância é um fator crítico na probabilidade de sucesso da reanimação".

Questionado pelos jornalistas à entrada para uma reunião sobre este caso com o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), António Nunes, o presidente do INEM, Luís Cabral, afirmou não ter neste momento informação para responder.

"Não posso estar agora a comentar todas as situações. Agora, se há alguma dessas notícias, irei ter o cuidado de a averiguar e iremos, enquanto INEM, dar a notícia que tivermos que dar sobre essa matéria", afirmou Luís Cabral.

Também questionado sobre o que está a falhar, o presidente da LBP, António Nunes disse que não sabe o que está a falhar.

"O que nós sabemos é que o sistema não está a funcionar bem (...) mas não é de agora", sublinhou.

António Nunes afirmou que "no caso de se chegar à conclusão que são os bombeiros que não estão a cumprir com a sua missão, que digam, porque estes assumem as suas responsabilidades".

"Até agora isso não aconteceu. Não estou a dizer que todos os casos são de 100% de sucesso, não vai acontecer isso. Não podemos é continuar a ter sistematicamente em picos de gripe, como acontece todos os anos, situações como esta", alertou o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses.

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