“Não podemos continuar com resgates gratuitos”

Autarquia e bombeiros acusam visitantes de “irresponsabilidade”e exigem medidas resgate.

30 de agosto de 2016 às 10:27
Parque Nacional da Peneda-Gerês, Hospital de Braga, GNR, Montalegre, Orlando Alves, David Alves, resgate, bombeiros Foto: Direitos Reservados
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Um jovem de 23 anos que se aventurou a atravessar sozinho, de noite, o difícil trilho das Minas dos Carris, em pleno coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), teve de ser socorrido, às 21h00 de domingo, depois de ter comido amoras. A vítima foi retirada de helicóptero, esta segunda-feira, às 06h30, e levada ao Hospital de Braga. Está bem de saúde.

O resgate, que demorou cerca de dez horas, obrigou 39 bombeiros e militares da GNR a passarem a noite na serra. A operação, que decorreu enquanto na região lavrava um incêndio em que estavam empenhados mais de cem bombeiros, levou o edil de Montalegre e o comandante dos bombeiros locais a exigirem alterações rápidas ao acesso e socorro de visitantes.

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"Ninguém pode dar-se ao luxo de ir curar para a serra do Gerês os seus desgostos amorosos ou as suas incompatibilidades sociais. Quem o fizer, conhecendo os riscos que a serra comporta, está a agir e a atuar por conta própria e não podemos continuar a fornecer gratuitamente um serviço de proteção e socorro como aquele que foi implementado nesta noite", frisou o presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves.

A operação de resgate foi acompanhada pelo comandante dos bombeiros locais, David Alves, que não poupa críticas à descoordenação dos meios. "Não se percebe porquê, mas, neste momento, não se consegue pôr um helicóptero a voar de noite no País", atirou, sublinhando que situações como a que sucedeu até à madrugada de ontem, só se resolvem com a entrega da gestão do PNPG às Câmaras: "É urgente criar o plano prévio de socorro e regulamentar a visitação."

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