“No café disse que matei a minha mãe, mas não a matei”: Homem nega ter asfixiado e agredido a mãe até à morte

Fernando Almeida, de 50 anos, diz que confessou homicídio por ser “perseguido pelas vozes”.

20 de janeiro de 2024 às 01:30
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“Fui ao café e disse que matei a minha mãe, mas não a matei”. Num discurso confuso e pouco coerente, Fernando Almeida, de 50 anos, negou esta sexta-feira, no Tribunal de Braga, o crime de que está acusado: matar a mãe, Lucinda Ribeiro, de 89 anos, em junho de 2022, na casa que ambos partilhavam em Carvalhas, Barcelos.

O filho, que está preso na cadeia de Braga, acusado de ter asfixiado e ter agredido a mãe até à morte, justificou ter confessado o crime na altura, por ser “perseguido pelas vozes”. Esta sexta-feira, o coletivo de juízes aceitou o pedido da defesa de Fernando Almeida para que fossem feitos exames periciais complementares à saúde mental do arguido. O objetivo é perceber se o arguido pode ou não ser condenado pelo homicídio.

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Durante a sessão desta sexta-feira foi ainda ouvido o dono do café onde o homem confessou o crime. José Oliveira confirmou que Fernando foi ao café, “onde estavam muitos clientes e disse: ‘a velha está morta, matei-a, vinde ver’”. Quando a GNR chegou havia, segundo um dos militares ouvidos, “vários populares no interior da casa”.

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