"Nunca ninguém me ouviu a pedir algo, a corromper alguém": Elad Dror reafirma que nunca subornou o vice-presidente de Gaia
Elad Dror reafirma que nunca subornou o vice-presidente da Câmara de Gaia. Decisão da operação 'Babel' lida a 24 de abril.
Mais de um ano depois do arranque do julgamento da operação 'Babel', o Tribunal de Vila Nova de Gaia marcou a leitura do acórdão para 24 de abril. O processo é complexo, muito extenso, e os juízes necessitam de tempo para elaborar a decisão. Ainda antes da marcação da data, Elad Dror - um dos 16 arguidos - voltou esta sexta-feira a pedir a palavra para reafirmar que nunca subornou Patrocínio Azevedo, então vice-presidente da Câmara de Gaia.
"Depois veio a acusação dos milhões, dos benefícios, de uma aliança de corrupção. A única verdade é que os projetos valiam contratos de milhões, não existiram vantagens, nem isenção fiscal, nenhuma área adicional, nenhum benefício de qualquer tipo. Foi exatamente o contrário. Costuma-se dizer que as pessoas são inocentes até prova em contrário. Mas eu senti que neste caso fomos sempre todos culpados até sermos declarados inocentes”, afirmou o empresário, que era o responsável do grupo Fortera.
A acusação diz que Elad Dror e Paulo Mafalaia entregaram um total de 125 mil euros ao antigo autarca para que projetos do grupo Fortera fossem favorecidos. O advogado João Lopes seria aqui o intermediário da corrupção. Elad assumiu no processo que aceitou participar na compra de um relógio. “O relógio não foi minha ideia, disseram-me que era algo que aqui faziam na altura do Natal e participei. Aprendi muitas lições, uma é não comparticipar em prendas de Natal e a outra é não pagar em dinheiro, ainda que tivesse aqui usado o meu dinheiro e pedido recibo. Neste processo nunca ninguém me ouviu a pedir algo, a corromper alguém”, afirmou o empresário.
A operação Babel foi desencadeada em maio de 2023 e levou a que Patrocínio Azevedo e Paulo Malafaia estivessem 23 meses em prisão preventiva. O Ministério Público diz que existiu um esquema de corrupção para favorecer projetos imobiliários do grupo Fortera. Os procuradores pediram nas alegações finais, a condenação de todos os arguidos.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt