“O meu tio morreu com o colete salva-vidas”

Familiar de pescador arrastado pelas ondas ao largo da Figueira da Foz em choque com a tragédia.

01 de dezembro de 2017 às 09:57
Valter Candeias, sobrinho de Leonel, lamenta as horas sem socorro Foto: CMTV
Leonel Candeias, 54 anos, era de Ribamar Foto: CMTV
Paulo Fernandes, um dos mortos, tinha 47 anos e vivia em Ribamar Foto: Direitos Reservados
Barco 'Veneza' naufragou na Figueira da Foz com quatro pescadores a bordo Foto: Direitos Reservados

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"O meu tio era um homem do mar, um homem experiente e até tinha o colete salva-vidas." As palavras são de Valter Candeias, de 35 anos, sobrinho de Leonel Candeias, um dos pescadores que perdeu a vida no naufrágio de quarta-feira, ao largo da Figueira da Foz.

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"Demorou muito tempo até ser socorrido e depois já nada havia a fazer. Foram muitas horas no mar", lamenta Valter, acrescentando que a família está muito abalada. "A mãe dele é uma senhora de 83 anos e está a sofrer por o filho ter partido à frente dela. Vai ser muito difícil ir com a vida para a frente. Este é um momento muito complicado para a família e estamos todos abalados", conta.

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Leonel vivia na freguesia de Ribamar, tal como Paulo Fernandes e Orlando Fonseca, ainda desaparecido. José Henriques, de Maceira, Torres Vedras, é a outra vítima mortal. Os corpos dos pescadores estão a ser autopsiados.

Ainda não há data para os funerais.

Radiobaliza estava a 37 quilómetros

O radiobaliza satélite (sistema de alerta) da embarcação ‘Veneza’ foi ontem encontrado pelas 17h30 a cerca de 37 quilómetros a sudoeste do local onde o barco naufragou.

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As buscas pelo pescador desaparecido foram ontem reforçadas com mais meios e o perímetro vai ser alargado nos próximos dias.

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