Obras no posto da Quinta do Conde tramam sargento da GNR
Sargento-ajudante Alves com processo por beneficiar empresa.
O comandante do posto da GNR da Quinta do Conde, Sesimbra, sargento-ajudante Rogério Alves, está a braços com um processo disciplinar, após ter sido alvo de uma queixa-crime ao Ministério Público.
A denúncia anónima garante que o militar privilegiou uma empresa para a realização de obras no posto.
Contactada pelo CM, a GNR confirmou a abertura de um processo que, inicialmente, foi de averiguações, mas que agora, segundo uma comunicação interna do Comando Territorial de Setúbal (que tutela o posto da Quinta do Conde), a que o CM teve acesso, tem caráter disciplinar.
Em causa está uma queixa com cerca de dois meses, apresentada no DIAP da comarca de Sesimbra.
Perante a necessidade de realização de obras no posto territorial que comanda, e cujas instalações estão muito degradadas, o sargento-ajudante Rogério Alves terá, segundo indica o texto da queixa-crime, favorecido diretamente uma empresa.
O CM sabe que o adjunto do sargento já prestou depoimento, quer em tribunal quer no âmbito do processo disciplinar que lhe foi movido internamente, assumindo responsabilidade pela escolha da empresa, e isentando o superior de culpas.
Mesmo assim, as averiguações a Rogério Alves continuam. José Lopes, presidente da Associação Nacional de Sargentos da GNR, disse ao CM "não perceber o porquê destas denúncias sobre este militar".
"Esta é uma situação que põe em causa a imagem da GNR, e o próprio militar", concluiu.
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