Ostras estão de volta ao Tejo

O rio Tejo pode voltar a ter produção de ostras. Governo, Câmara Municipal da Moita e o empresário Samuel Pacheco assinam hoje um protocolo para o desenvolvimento de um projecto-piloto de investigação sobre a viabilidade de produção de ostras no Estuário do Tejo.

08 de fevereiro de 2012 às 01:00
Rio Tejo. ostras, Moita, projecto-piloto, investigação Foto: Miguel Veterano Júnior
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De acordo com um comunicado da autarquia, o objectivo é perceber se a qualidade da água é adequada à "produção de bivalves" e verificar a "taxa de sobrevivência", com vista a uma "futura exploração comercial".

Já o secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, Pedro Afonso Paulo, deu como certo que a produção de ostras vai mesmo avançar, graças à diminuição dos níveis de poluição das águas. Segundo o governante, será criada uma zona de monitorização, a ser protocolada entre as várias instituições envolvidas, e que "permitirá uma produção [de ostras] em que estejam asseguradas todas as condições, em termos de saúde pública".

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A ostra portuguesa teve grande importância comercial entre as décadas de 50 e 70 do século passado, antes de ser dizimada pela chamada ‘doença das brânquias', com origem na poluição da água. No Tejo e no Sado chegaram a produzir-se dezenas de toneladas de ostras, que eram exportadas para França, onde ganharam reputação, sendo conhecidas por ‘Les portugaises'.

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