PJ detém hackers que sacaram 1,5 milhões de euros com esquema de phishing bancário em Portugal
Detidos fazem parte de uma organização criminosa dedicada a crimes informáticos.
Quatro homens e três mulheres foram detidos no âmbito da operação judicial 'Vera Cruz II' que visou o desmantelamento de uma estrutura da estrutura nacional de uma organização criminosa dedicada ao phishing bancário.
A Polícia Judiciária (PJ), em colaboração com o Ministério Público da Comarca de Faro e a Interpol, deu cumprimentos a 11 mandados de busca na quarta-feira.
Segundo avança a PJ em comunicado, o grupo criminoso lesou diversos cidadãos em território nacional em valor superior a 1 500 000 euros. Está fortemente indiciado da prática dos crimes de burla informática, falsidade informática, acesso ilegítimo, branqueamento de capitais e associação criminosa.
Em causa estão crimes informáticos no modo de atuação denominado de phishing, na modalidade de smishing e vishing. A concretização do plano criminoso inicia quando os clientes das instituições bancárias, ao acederem às páginas falsas criadas para este propósito, acabam por ser enganados, facultando as informações necessárias para que, posteriormente, venham a ser efetuados acessos ilegítimos às suas contas por parte de hackers.
De acordo com a PJ, as vítimas eram contactadas por um indivíduo que dizia ser do serviço de segurança da entidade bancária, com o propósito proceder à validação das transferências bancárias ilícitas realizadas.
"Tudo indica estarmos perante um tipo de criminalidade organizada e estruturada, constituída por vários indivíduos que desempenham diversas funções bem definidas, com a finalidade de se apropriarem, ilicitamente, do património financeiro das vítimas", lê-se no comunicado.
No decurso das diligências, as autoridades apreenderam diversos equipamentos informáticos utilizados para a prática dos crimes, cujo valor ascende a cerca de 30 mil euros, bem como, contas bancárias com um saldo superior a 200 mil euros.
Os detidos serão presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.
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