Imigrantes revoltados na AIMA em Lisboa obrigam à intervenção da PSP
Em causa esteve o número de senhas limitado.
A Polícia de Intervenção Rápida foi chamada, esta terça-feira, à Agência para a Integração de Migrantes e Asilo (AIMA), em Lisboa, para acalmar os ânimos junto de imigrantes que se concentravam naquele local.
Os imigrantes revoltaram-se quando lhes foi dito que só havia 300 senhas e que, por isso, nem todos seriam atendidos no dia de hoje.
Nos últimos dias, registou-se um aumento significativo da afluência de cidadãos migrantes às lojas da AIMA, depois de a agência ter pedido o pagamento antecipado dos custos do agendamento para concluir processos de regularização.
A exigência está a provocar a revolta e gerou dúvidas por parte de imigrantes, que têm acorrido às suas instalações.
Na segunda-feira, a AIMA disse que iria pedir ajuda aos líderes das comunidades imigrantes para esclarecer os novos procedimentos, esperando normalizar a situação até ao final da semana.
Segundo a AIMA, foi iniciado "um novo procedimento para o tratamento das manifestações de interesse, com o intuito de eliminar gradualmente o sistema de agendamento por telefone, substituindo-o por sistemas digitais até ao final do primeiro trimestre do próximo ano".
Este "novo procedimento irá eliminar também a necessidade de pagamentos presenciais, agilizando e simplificando o atendimento, possibilitando assim a disponibilização de mais vagas para os cidadãos requerentes deste serviço", refere a AIMA.
De acordo com mensagens eletrónicas enviadas na semana passada para os imigrantes com manifestação de interesse que estão à espera de agendar um encontro para concluírem os seus processos ou no âmbito de reagrupamento familiar, a AIMA reclama o pagamento antecipado das custas.
Para os casos de cônjuges de imigrantes em situação regular, o custo é de 33 euros, para os cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) o valor é de 56,88 euros e para os restantes o total é 397,90 euros, a pagar em poucos dias.
Após os 10 dias úteis, a AIMA refere que "irá proceder a outras tentativas de contacto com os utentes que mantenham o seu interesse no procedimento e não tenham procedido ao pagamento" do valor em causa.
Até ao momento, "foram já mais de 50 mil os utentes que manifestaram intenção de proceder ao pagamento".
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